Auto-Monitorização
Um controlo apertado do INR é fundamental
Em conjunto com o seu médico, é possível manter um estilo de vida mais independente e seguro. A auto-monitorização da terapêutica vai-lhe permitir testar mais vezes o seu tempo de coagulação, permitindo um ajuste mais rápido da dose e assim contribuindo para uma maior sucesso terapêutico.
Vários estudos clínicos têm vindo a demonstrar as mais valias da auto-monitorização do INR pelo doente.
“Maior frequência de testes conduz a uma percentagem aumentada de valores de INR dentro do intervalo terapêutico”
"Horstkotte et al. Optimal frequency of patient monitoring and intensity of oral anticoagulation therapy on valvular heart disease; (Journal of Thrombosis and Thrombolysis 1998; 5:19-24)
“Os doentes em auto-monitorização têm uma maior probabilidade de permanecer no intervalo terapêutico”
O INR dos doentes em estudo estava dentro do intervalo recomendado em 88,6% das determinações comparado com 68,0% no grupo de controlo convencional. Resultados semelhantes têm sido verificados em vários estudos. J. E. Ansell et al.: Long-term Patient Self-management of Oral Anticoagulation; (Archives of Internal Medicine 1995;155: 2185-2189) R. H. White et al.: Home Prothrombin Time Monitoring after the Initiation of Warfarin Therapy; (Annals of Internal Medicine 1989; 111: 730-737) J.M. Hasenkam et al.: Self-Management of Oral Anticoagulant Therapy After Heart Valve Replacement; (European Journal of Cardio-Thoracic Surgery 1997;11: 935-942)
“Em termos de resultados clínicos, a auto-monitorização dos doentes atingiu melhores resultados que a avaliação convencional, reduzindo o risco de complicações major em aproximadamente 70% e exibindo uma tendência para a redução da mortalidade.”
B. Menéndez-Jándula et al.: Comparing Self-Management of Oral Anticoagulant Therapy with Clinic Management; (Annals of Internal Medicine 2005;142:1-10).
“Os doentes em autocontrolo apresentavam uma redução relativa de 55% dos eventos tromboembólicos, 39% na mortalidade e 35% de redução na ocorrência de grandes hemorragias relativamente aos doentes que realizavam um controlo convencional.”
C Heneghan, P Alonso-Coello, J M Garcia-Alamino, R Perera, E Meats, P Glasziou. Self-monitoring of oral anticoagulation: a systematic review and meta-analysis. Lancet 2006; 367: 404–11
“São muitos os doentes candidatos à auto-monitorização, uma vez que a idade e o nível de escolaridade não são grandes obstáculos.”
B. Menéndez-Jándula et al.: Comparing Self-Management of Oral Anticoagulant Therapy with Clinic Management; (Annals of Internal Medicine 2005;142:1-10).
Aparelhos para auto-monitorização
Existem já à venda em Portugal aparelhos para a auto-monitorização do INR. Utilizando apenas uma gota de sangue capilar, em casa ou em viagem, é possível obter uma análise no espaço de 1 minuto, com resultados comparáveis aos obtidos no laboratório.
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