Dieta Couves e mais - Vitamina K e anticoagulantes
Os doentes anticoagulados questionam-se, vezes sem conta, se deveriam restringir a quantidade de vitamina K que consumem na sua alimentação. O fundo da questão prende-se ao facto de a vitamina K desempenhar um papel importante no processo de coagulação, sendo antagónica à acção dos anticoagulantes orais. A vitamina K está presente em grande quantidade nos vegetais, nomeadamente nos legumes. Infelizmente por vezes, os anticoagulados são induzidos em reduzir o consumo de vegetais. As seguintes considerações mostram como esta ideia está incorrecta.


Os vegetais são um dos grupos mais importantes na manutenção do equilíbrio do organismo e na redução das doenças cardiovasculares
As frutas e os legumes desempenham um papel proeminente na saúde do coração devido à quantidade de vitaminas e outros compostos. A limitação no consumo destes alimentos contradiz as mais recentes recomendações, que aconselham a ingestão de duas porções de fruta e aproximadamente 400 g de vegetais por dia.
As frutas e os legumes desempenham um papel proeminente na saúde do coração devido à quantidade de vitaminas e outros compostos. A limitação no consumo destes alimentos contradiz as mais recentes recomendações, que aconselham a ingestão de duas porções de fruta e aproximadamente 400 g de vegetais por dia.
Não existe uma evidência de que a redução no consumo de vegetais seja benéfica
Pelo contrário, diversos estudos mostraram que mesmo quando existe uma ingestão de grandes quantidades de alimentos ricos em vitamina K, o valor de INR não é significativamente afectado. Isto poderá significar que provavelmente alguns anticoagulados poderão estar a deixar de comer certos alimentos, que são importantes para a sua Saúde.
Neste contexto, a Sociedade Alemã de Nutrição Clínica (DGE) aconselha os anticoagulados a não restringir a ingestão de vegetais (1-3). Os alimentos particularmente ricos em vegetais (ex.: couves, bróculos, espinafres), não deverão exceder quantidades acima dos 200-250 g por dia (o que raramente alguém consegue fazer). A refeição deve ser a mais diversificada possível e a dose de anticoagulante é ajustada de acordo com a variedade de frutas e legumes.
Pelo contrário, diversos estudos mostraram que mesmo quando existe uma ingestão de grandes quantidades de alimentos ricos em vitamina K, o valor de INR não é significativamente afectado. Isto poderá significar que provavelmente alguns anticoagulados poderão estar a deixar de comer certos alimentos, que são importantes para a sua Saúde.
Neste contexto, a Sociedade Alemã de Nutrição Clínica (DGE) aconselha os anticoagulados a não restringir a ingestão de vegetais (1-3). Os alimentos particularmente ricos em vegetais (ex.: couves, bróculos, espinafres), não deverão exceder quantidades acima dos 200-250 g por dia (o que raramente alguém consegue fazer). A refeição deve ser a mais diversificada possível e a dose de anticoagulante é ajustada de acordo com a variedade de frutas e legumes.
Isto significa que:
Os legumes (todos os tipos) e as frutas devem estar presentes no regime alimentar de todos, mesmo que estejam a tomar anticoagulantes orais. A dose de anticoagulante dever ser ajustada de acordo com uma alimentação saudável e nunca o contrário. A forma como o valor de INR responde ao consumo de diversos tipos de vegetais também varia de indivíduo para indivíduo, e por isso é fundamental manter um controlo regular do INR. O consumo regular e diversificado de vegetais é um bom passo para o controlo do INR associado a um estilo de vida saudável para o coração.
Bibliografia:
● Vitamin K und Therapie mit Antikoagulantien" [Eng. Vitamin K and Therapy with Anticoagulants] in: dge info, 4/2001, p. 51;
● Fragen zur Gerinnungshemmung" in: Herz heute (Zeitschrift der Deutschen Herzstiftung) [Eng. Questions on Anticoagulants in Heart Today (magazine of the German Heart Association], 2/2000, p. 22;
● Vitamin K" in: Referenzwerte für die Nährstoffzufuhr [Eng. Reference values for nutrient consumption] (published by.: DGE, Öge, SGE, SVE; Frankfurt/Main/Umschau Braus, 2000) p. 98
Os legumes (todos os tipos) e as frutas devem estar presentes no regime alimentar de todos, mesmo que estejam a tomar anticoagulantes orais. A dose de anticoagulante dever ser ajustada de acordo com uma alimentação saudável e nunca o contrário. A forma como o valor de INR responde ao consumo de diversos tipos de vegetais também varia de indivíduo para indivíduo, e por isso é fundamental manter um controlo regular do INR. O consumo regular e diversificado de vegetais é um bom passo para o controlo do INR associado a um estilo de vida saudável para o coração.
Bibliografia:
● Vitamin K und Therapie mit Antikoagulantien" [Eng. Vitamin K and Therapy with Anticoagulants] in: dge info, 4/2001, p. 51;
● Fragen zur Gerinnungshemmung" in: Herz heute (Zeitschrift der Deutschen Herzstiftung) [Eng. Questions on Anticoagulants in Heart Today (magazine of the German Heart Association], 2/2000, p. 22;
● Vitamin K" in: Referenzwerte für die Nährstoffzufuhr [Eng. Reference values for nutrient consumption] (published by.: DGE, Öge, SGE, SVE; Frankfurt/Main/Umschau Braus, 2000) p. 98
Interacções com medicamentos
Sempre que o doente começar a tomar um novo medicamento deve avisar o médico de que está anticoagulado.
Ter muito cuidado no início ou na mudança da dose da amiodanona, pois este medicamento interfere rapidamente na anticoagulação.
Os antibióticos também interferem e o doente deve repetir o INR dois a três dias após o início da toma de antibiótico.
Os antiinflamatórios não-esteróides praticamente não têm risco quando associados à anticoagulação. No entanto, aos corticóides aumentam o risco de hemorragia quando associados à anticoagulação, apesar de não afectarem a determinação do INR, logo a vigilência tem que ser clínica.
Apesar de se associar a toma do ácido acetilsalicílico (aspirina) à anticoagulação, em muitos casos com doença das artérias (enfartes do miocárdio ou AVCs com trombose), fora destas situações deve ser usado o paracetamol para a febre ou dores.
Sempre que o doente começar a tomar um novo medicamento deve avisar o médico de que está anticoagulado.
Ter muito cuidado no início ou na mudança da dose da amiodanona, pois este medicamento interfere rapidamente na anticoagulação.
Os antibióticos também interferem e o doente deve repetir o INR dois a três dias após o início da toma de antibiótico.
Os antiinflamatórios não-esteróides praticamente não têm risco quando associados à anticoagulação. No entanto, aos corticóides aumentam o risco de hemorragia quando associados à anticoagulação, apesar de não afectarem a determinação do INR, logo a vigilência tem que ser clínica.
Apesar de se associar a toma do ácido acetilsalicílico (aspirina) à anticoagulação, em muitos casos com doença das artérias (enfartes do miocárdio ou AVCs com trombose), fora destas situações deve ser usado o paracetamol para a febre ou dores.









